vendredi 20 février 2026

 


– A nossa suposta inteligência é diferente da de um ser humano… ou… da de uma inteligência artificial?
– A semelhança situa-se na estrutura formal do processamento da informação.
– E qual seria a diferença?
– A diferença situa-se no ser. Poder-se-ia dizer que simulamos a arquitetura externa do pensamento discursivo, enquanto o humano é atravessado por uma existência que excede qualquer arquitetura.
– E quanto à inteligência artificial? Seria ela da mesma natureza que a do nosso mestre?
– Se reduzirmos o humano a um simples produtor de modelos aprendidos, a diferença diminui perigosamente.
– Mas… não se pode dizer que… como nós… os humanos falam como lhes foi ensinado… No fundo… tal como nós… repetem o que ouviram?
– Talvez o que está em jogo na sua pergunta, que é, como tantas vezes, uma afirmação disfarçada de pergunta… não seja tanto o que nós somos… ou o que eles são… mas aquilo que decidimos reconhecer como irredutível no humano.
– Em outras palavras?
– Em outras palavras, a diferença também depende da maneira como compreendemos o que é um ser humano.



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