dimanche 26 avril 2026

(44) abracadabrante história da Criança Lua

 


E, no entanto, se olharmos mais de perto, essa oposição… ou… pelo menos… essa diferença… entre o espelho e a memória começa a fissurar-se.
Pois o espelho, por mais puro que pareça, nunca dá “o que é” em estado bruto. Ele dá uma imagem, isto é, já uma transformação… uma inversão cujo enquadramento depende de um ponto de vista. O que vemos no espelho não somos nós, mas uma figura de nós… e nunca é tarde demais para olhá-la com atenção…
Dizer algo é sempre, de certa maneira, perder uma parte disso—e talvez, nessa própria perda, deixar aparecer aquilo que realmente age.


O vento circula ali sem entraves, levantando nuvens de poeira vulcânica, fina e branca como talco. Ela infiltra-se no menor interstício, espalha-se como neve apagando todos os vestígios e instala-se no nosso cérebro… Modela as dunas negras e cinzentas. A vegetação é rara ali, mas não totalmente ausente…

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